quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Filmes leves

Às vezes sinto-me mal porque dizem que gosto de filmes densos, pesados e difíceis. Recentemente passei uma fase em que meus convites para ir ao cinema não surtiam efeito e já estava ficando neurótica, pensando que meu gosto para filmes era péssimo ou esquisito. Então, numa noite com minhas irmãs, comecei a listar os filmes leves e os pipocões que eu gosto. E me surpreendi com o tamanho da lista.

Organizei os filmes da seguinte forma: os visivelmente pipocões (bem comerciais) e os demais leves, que não eram tão blockbuster, sem tentar classificar em cults, independentes ou que simplesmente não implacaram nas bilheterias. Bem, não tenho um critério muito claro para definir se um filme é pipocão ou não, então, haverão divergências. Não importa.


Pipocão

  1. Cidade dos anjos
  2. Beline e a Esfinge
  3. Shrek
  4. Aprendiz de sonhador
  5. Gênio Indomável
  6. O Segredo de Broke Back Mountain
  7. Batman Begins
  8. Batman: o cavaleiro das trevas
  9. Batman: o retorno
  10. Senhor dos anéis
  11. De volta para o futuro (umas das melhores trilogias que já vi)
  12. Rain Man
  13. Diários de Motocicleta
  14. Cidade de Deus
  15. A armadilha
  16. Adoráveis mulheres
  17. E.T.
  18. O show de Truman
  19. Os fantasmas se divertem
  20. O Lobo
  21. Shakespeare apaixonado
  22. Meu primeiro amor
  23. Formiguinha Z (amo, amo, amo!)
  24. Sin City
  25. 300
  26. Inteligência Artificial
  27. O feitiço do tempo 
  28. O diabo veste Prada
  29. Sex and the city
  30. Albergue espanhol
  31. Rainhas
  32. 007 (meu pipocão clássico)
  33. O diário de Bridget Jones
  34. Quem quer ser um milionário
  35. Harry Potter
  36. Titanic (vi no cinema e amei!)
  37. X-men
  38. Arquivo X (sou fã, mesmo!) 
  39. Matrix (ai, ai, ai... vi umas vinte vezes!)
  40. Erin Brockovich
  41. O Chacal (delícia de filme)
  42. A lenda do cavaleiro sem cabeça
  43. Moulin Rouge
  44. Sociedade dos Poetas Mortos
  45. O sexto sentido
  46. Corpo fechado
  47. Dio Come Ti Amo


Leves

  1. A hora de voltar
  2. O fabuloso destino de Amélie Poulain
  3. O clã das adagas voadoras
  4. Peixe grande
  5. O estranho mundo de Jack
  6. Billy Elliot
  7. Maria Antonieta
  8. O gosto do chá
  9. Orgulho e preconceito
  10. A culpa é do Fidel
  11. O homem que copiava
  12. Quase famosos
  13. Queime depois de ler
  14. Pequena Miss Sunshine (há controvérsias se este é um filme leve, só sei que dei muita gargalhada no cinema, pra mim é comédia das boas!)
  15. Femme Fatale
  16. Um beijo roubado
  17. À deriva
  18. Uma história real
  19. A encantadora de baleias
  20. Língua
  21. Traquinagens
  22. Paris, te amo
  23. Close up
  24. Quero ser John Malkovich
  25. Entrevista com Vampiro (leve? saí do cinema tranquila...)
  26. Kill Bill (principalmente o primeiro, o segundo é melhor, porém mais desconfortante)
  27. A vila
  28. Vick Cristina Barcelona 
  29. O dia da transa

Os leves são os filmes que me permitem sair do cinema com o coração tranquilo, mas não sem uma boa reflexão sobre a vida ou a arte. Esses 76 filmes foram os que lembrei, mas tem mais, com certeza! E assim, permaneço com a consciência tranquila: não sou uma cinéfila mala, na verdade, sou uma cinéfila bem pipocona.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um ensaio com diretores e atores


Estou exausta demais para querer esboçar qualquer transe, mesmo tendo algumas coisas-escritas-quase-prontas. Mas não quero deixar o blog no vácuo, então, vou falar o que me aconteceu hoje e que está relacionado ao cinema.

Aproveitei que estive no Centro do Rio e visitei alguns sebos à procura de dois livros que viraram filmes: O Diabo Veste Prada e Na Natureza Selvagem. Encontrei o primeiro livro e, casualmente, a edição de março de 2009 da revista Vanity Fair. Decidi comprar os dois. Eu queria ver o layout das páginas da revista estadunidense e quando abri, a primeira coisa que me chamou atenção foi a foto acima. Uma preciosidade. Fiquei vidrada na imagem por uns segundos, de forma quase hipnótica, ecoando em minha alma sussurros de uma língua que não consigo compreender, mas que me emociona e encanta: a poesia.

A hipnose foi quebrada por uma pergunta: de quem seria a foto? Mais uma folheada, outras fotos encantadoras e outro questionamento: seriam de Annie Leibovitz? Sim, eram da lendária fotógrafa, que recentemente me levou ao cinema, para ver um documentário sobre sua trajetória profissional e de vida, afinal, como o próprio título do filme diz, Annie Leibovitz vive através de suas lentes. E consegue dar alma às fotos.

Annie poderia ser minha Miranda Priestley, tamanha admiração que tenho por ela. E assim, misturo O Diabo Veste Prada – que já comecei a ler–, Meryl Streep e Annie Liebivitz.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A criada e a criatura


Apesar de assustador, o filme A Criada é excelente e não morde. A cena mostrada no cartaz é emblemática e óbvia sobre o monstro que há em nós.

O Aurélio, define a raiva como "grande aversão".  Sentir raiva poderia ser então, ter uma grande aversão a algo que lhe causa mal ou não satisfaz suas necessidades e desejos. Portanto, este deve ser um sentimento natural e benéfico que, assim como o prazer, serve de bússola e nos ajuda a direcionar a vida. No entanto, não sabemos usar nossas ferramentas naturais e transformamos a raiva em violência. Feroz, ela sai destruindo tudo e não nos tira do lugar.

Como animais que somos, agredimos quando nos sentimos acuados. E se alguém te mostra os dentes é porque sente-se ameçado. Nesse caso, o melhor a ser feito é não responder no mesmo tom, mas usar a racionalidade e a afetividade para sair do conflito e evitar mais atrito. É compreensível que se queira responder com a mesma irracionalidade e violência, pois somos animais. Mas a resposta raivosa será mais destrutiva que resoluta.

Aceitar a agressão, seja ela interna ou externa, não de forma submissa, mas buscando compreender a origem do problema, identificando sobre que insatisfação ela está pautada é a atitude que pode dissolver a raiva. A partir da compreensão da origem, pode-se tomar decisões mais acertadas. E muitas vezes sair fora é uma excelente solução.

"Ganhar ou perder, o que mais adoece?

Quem sabe se conter não irá se exaurir
Sendo assim, poderá viver longamente"

Tao Te Ching, 44

Ok, a teoria está escrita, agora, vamos à prática!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Hoje é Humpday!*

Vivo na corda bamba que divide as pessoas em certinhos e porra-loucas.


Quando eu estudava na faculdade de farmácia, eu era a estagiária que desenhava na capa dos manuais de procedimentos. E digitava a metodologia dos testes qualitativos de fármacos, de forma que o texto ficasse bem organizado na página. Foi no estágio do curso de farmácia que conheci o computador, eu digitava no editor de textos do DOS e lembro da minha alegria no dia em que vi o Windows pela primeira vez. Foi um brilho para os meus olhos! Entre os alunos, eu era conhecida como a que fazia caixas artesanais. Definitivamente, eu não me encaixava.

Depois de encarar a drástica mudança de curso, encontrei-me na Escola de Belas Artes, cursando Desenho Industrial. E de repente me transformei na careta da turma. Minhas roupas e hábitos não eram condizentes com os irreverentes piercings, cabelos coloridos, carecas, HQs, animes e tantas outras coisas que me causavam estranheza. Passei a ser a certinha estressada, enquanto meus colegas desenham descontraidamente durante as aulas.

Passado o choque universitário, hoje sou menos estressada, mas continuo encontrando novas zonas de conflito. Recentemente, me senti a estranha outra vez. Vivo entre famílias e amigos certinhos, com casa, estante de livros na sala e filhos. Mas também tenho amigos que fizeram outras opções na vida. Frequento banheiros públicos unissex e sou careta por não conseguir trocar de roupa na frente das pessoas. Há pouco tempo me senti tão E.T. diante de um grupo, que revi o significado da palavra sexualidade.

Assim sigo, nem tão louca como eu gostaria de ser e nem tão certinha quanto pareço. Foi ótimo ver o filme O Dia da Transa porque me fez rir e refletir sobre esses enquadramentos sociais que vivemos. Foi uma pérola que vi no Festival do Rio e conta a história de dois amigos heterossexuais que, no meio de uma bebedeira, decidem se desafiar a fazer um filme pornô juntos, só os dois... E no meio disso tudo, ainda rola uma pitadinha de questionamento sobre o que é arte e qual a necessidade de se levar um projeto até as últimas consequências. Um filme que tinha tudo pra ser um besteirol, mas não é.

3 estrelinhas pra ele!

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* além de ser meu aniversário!

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Fui ver esse filme a convite de um amigo e sugeri que nós dois escrevêssemos sobre o filme e postasse cada um no seu blog. A idéia é que cada um tem o seu filme na cabeça... então, para ver outros pontos de vista, visite a página dele.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Balanço e repescagem do festival 2009

Como já foi definido pela Luiza, que conheci juntamente com o Roberto num café após a sessão de segunda-feira, esse não foi um festival de grandes filmes. É verdade! Mas hoje vi o melhor de todos: O dia da transa.

Ano passado fui presenteada com Na Cidade de Sylvia logo no primeiro dia e esse ano demorou, mas o presente veio no final. Também gostei bastante dos filmes turcos, eu havia ficado curiosa sobre a produção desse país desde que vi Budapeste, agora pude conferir que seus filmes são simples, mas sensíveis, dosados entre o drama e a descontração. O documentário da Vogue foi ótimo, porque moda mexe comigo. E a temática vencedora foi drama familiar, vi três, em sequência: Ainda a Caminhar, Mommo e A Caixa de Pandora. Bem pertinente ao momento que estou passando.




Ainda a caminhar é legal, mas fica longe do que eu esperava e da poesia de O Gosto do Chá, filme que eu amo! Talvez eu não tenha gostado da dureza da família retratada... o filme é cru.





Mommo é triste, mas bonito. Os atores mirins são lindos e adorei ter ido na sessão com o diretor. Ele contou que as crianças não conheciam cinema e o primeiro filme que eles assistiram foi Mommo, no Festival de Berlin.




A Caixa de Pandora também é bem bacana. Os temas já são batidos, mas a desintegração da família em questão é pertubadora sem ser deprimente.





Mas o "Oscar" vai para... O dia da transa. Engraçado, com ótimos diálogos, parece um filme bobo, mas passa por questões delicadas das relações humanas e pessoais. Amei.


Sexta começa a tradicional repescagem do festival, mais uma chance de ver os filmes que raramente entrarão em cartaz no Brasil. Já escolhi alguns, mas aceito sugestões! Estou em dúvida entre os dois primeiros, que rolam no mesmo horário...


Só quero caminhar (Sólo Quiero Caminar)
Espaço de Cinema 1 - 9/10/2009: 21:15



Águas turvas (De Usynlige)
Espaço de Cinema 3 - 9/10/2009: 21:45




Como desenhar um circulo perfeito
Espaço de Cinema 1 - 11/10/2009: 21:15



As Praias de Agnès (Les Plages d'Agnès)
Espaço de Cinema 2 - 12/10/2009: 15:30


Aquário (Fish Tank)
Espaço de Cinema 1 - 12/10/2009: 21:15


A criada (La Nana)
Espaço de Cinema 2 - 15/10/2009: 17:45

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Singularidades do Festival do Rio 2009

Cabe aqui uma avaliação do que tem sido esses primeiros dias de festival.

Primeiro o odioso vício do Festival do Rio ter uma lista enorme de filmes não liberados e sessões cancelas. Sofri desse mal no sábado passado. Cheguei em Ipanema para o filme O pai dos meus filhos e o filme ainda não tinha sido liberado. Bati de cara na porta da bilheteria. Saí de Ipanema e fui para o Espaço de Cinema, em Botafogo. Quando pedi ingresso para A Criada a moça me informou: "Esse casal no guichê ao lado está comprando os dois últimos ingressos, senhora". Bati de cara na porta da bilheteria 2. Saí do guichê com vontade de matar "o casal ao lado"... mas me contive e me encaminhei a tal listinha de filmes não liberados e comprei antecipado ingressos dos filmes liberados que eu havia programado. Resumo do sábado: três horas de trânsito (tinha engarramento por toda parte), uma hora em Ipanema e outra em Botafogo. Nenhum filme assistido.

Domingo a sorte sorriu pra mim, com o ingresso comprado antecipadamente, fui ver Tráfico de Almas, filme que foi renomeado para Eu, Ela e minha alma e que no original se chama Cold souls. Uma delícia de filme, ri bastante e salvou meu final de semana.



Segunda foi a vez do documentário Vogue – a edição de setembro, muito interessante. Adorei ver as personalidades que inspiraram o filme "O Diabo Veste Prada" e as produções da revista.


Hoje tive minha primeira decepção com Singularidades de uma Rapariga Loura, uma verdadeira piada, de tão ruim que é. Demora-se uma hora para dizer o óbvio e a tal rapariga nem tem muitas singularidades... Uma bolinha para o filme.

sábado, 26 de setembro de 2009

Minha maratona...será?

Saiu a lista do Janot!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Meu entusiasmo pode ser explicado: caso você queira ler a sinopse de todos os filmes, procurar indicações, procurar a lista dos filmes que teremos outra oportunidade de ver, para depois montar sua programação, vai precisar encarar mais de 300 filmes, algumas listagens pela internet e alguns dias de trabalho árduo.

Marcelo Janot, meu crítico favorito, faz todo esse trabalho e divulga uma lista de poucos filmes. É muito mais fácil decidir entre 40 filmes, gasta-se apenas umas horinhas... rs rs s

Ontem gastei minhas horinhas e selecionei 9 filmes, que cabem no meu horário, no meu espaço geográfico e no meu bolso. Lá vai:

Sábado – 26/09
Deixei o documentário do Milk de lado... q pena.

O pai dos meus filhos

Grégoire Canvel é casado, pai de três filhas e produtor de cinema. Entre um telefonema e outro, ele fuma um cigarro e tenta conciliar projetos difíceis, apaziguar egos inflados e resolver problemas financeiros de sua produtora, que não pára de acumular riscos. Em meio a tudo isso, ainda precisa arranjar tempo para dedicar à família. Sua mulher o convence a passar o feriado na Itália, mas ao voltar a Paris, Grégoire se depara com a situação mais difícil de sua carreira, e se vê ameaçado pelo cansaço. Prêmio Especial do Júri na Mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes 2009.

A criada


A introvertida Raquel trabalha como empregada para a família Valdés há 23 anos. Amargurada e comportando-se como um membro da família, passa a entrar em choque com a filha mais velha, levando sua patroa, Pilar, a contratar outra pessoa para dividir com ela as responsabilidades da casa. Sentindo seu posto ameaçado, Raquel expulsa a nova moça com terrorismo psicológico. O caso se repete até Pilar contratar uma jovem inexperiente do interior, Lucy, que se mostra a única capaz de romper a barreira que Raquel construiu em torno de si. Melhor filme de ficção e melhor atriz em Sundance 2009. 

Domingo – 27/09
Deixei A Criança e Tráfico de Almas... q pena.

A Pequenina

Patti é uma artista de circo que vive com seu marido, o palhaço Walter, em um trailer na periferia de Roma. Ao encontrar a pequena Asia, de apenas 2 anos, sozinha em um parque, decide levá-la temporariamente para casa. Lá, descobre um bilhete da mãe da menina prometendo voltar para buscá-la. O adolescente Tairo, vizinho do trailer ao lado, passa a ajudar Patti a cuidar da “pequenina” e a encontrar sua mãe. Mas Asia logo se familiariza com o ambiente marginal do circo e com o carinho com que lhe é dispensado. Melhor Filme Europeu da Quinzena dos Realizadores de Cannes 2009.

Segunda– 28/09

Vogue - a edição de setembro


No mundo da moda, a edição anual de setembro da Revista Vogue é uma autêntica bíblia, que dita os rumos da industria. Por trás da revista, está sua editora, Anna Wintour, figura poderosa e polarizadora de opiniões. Em 2007, ela se prepara para lançar a maior edição de setembro já feita. Entre Fashion Weeks, takes de fotos e reuniões sigilosas e estressantes, a editora, a diretora artística Grace Coddington e toda a equipe embarcam numa incessante jornada de nove meses. A relação entre Wintour e Coddington revela a delicada química responsável pelo sucesso inabalável da revista.

Quarta– 30/09
Deixei Palavra (en)cantada
grátis no BNDES... q pena.

Singularidades de uma rapariga loura

Macário trabalha como contador no armazém de seu tio Francisco, em Lisboa. É o seu primeiro emprego. Do outro lado da rua, mora Luísa Vilaça, a rapariga loura por quem se apaixona no instante em que a vê. Imediatamente, decide desposá-la. O tio discorda, despede-o e expulsa-o de casa. Macário parte de Lisboa, mas leva a certeza de que não desistirá da amada. Em Cabo Verde enriquece, e quando volta já tem a aprovação de Francisco para o casamento. Que mais o jovem poderia desejar? É só então que descobre a singularidade do caráter da noiva. Baseado no conto homônimo de Eça de Queiroz.

Sexta– 02/10

Aquário

 A volátil Mia tem 15 anos e está sempre se metendo em confusão. Foi expulsa da escola e, ignorada por seus amigos, passa os dias vagando pela vizinhança. Seu único interesse é a dança, que ocupa grande parte do seu tempo livre. Quando num dia quente de verão sua mãe traz para casa o atraente e simpático Connor, as coisas prometem mudar pra melhor. O misterioso estranho parece ter vindo para trazer amor e alegria definitivos para suas vidas. Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2009.

Sábado – 03/10

Ainda a caminhar

Todos os anos, a família Yokoyama se reúne no aniversário da morte de Junpei, o filho mais velho, que faleceu há 15 anos tentando salvar um menino de afogamento. Seus irmãos, hoje dois adultos de meia-idade, sabem que nunca serão tão estimados pelos pais quanto o primogênito. Kyohei, o patriarca, se esconde em seu antigo consultório para fugir da agitação dos netos, enquanto Toshiko, a avó, comanda a cozinha tentando não transparecer as frustrações de seu casamento. Mas os conflitos convivem lado a lado com momentos de intenso afeto.

Domingo – 04/10

Mommo

 
Ahmet, de nove anos, e Ayse, sua irmã mais nova, são inseparáveis. Após a morte da mãe, seu pai casa com outra e vai embora, abandonando-os na casa do avô, Hasan. Embora dê todo o carinho aos netos, Hasan tem a saúde frágil e não consegue cuidar bem deles. Ahmet torna-se então mais do que um irmão para Ayse: é pai, mãe e ídolo. Sempre que ela fica com medo do bicho-papão, ele tenta acalmá-la. Mas, no fundo, Ahmet também é uma criança com seus próprios medos. Quando o vizinho sugere que Ayse vá trabalhar para uma rica família, cabe a Hasan intervir para manter os netos juntos.

Segunda–04/10

A caixa de Pandora

Os irmãos Nesrin, Güzin e Mehmet moram em Istambul e levam vidas distantes, centrados em suas preocupações de classe média alta. Um dia precisam viajar ao vilarejo natal para procurar por sua mãe, Nusret, que desapareceu. Eles a encontram, mas ela apresenta sinais de Alzheimer, e os irmãos decidem levá-la para Istambul. Cuidar da mãe, no entanto, faz com que antigos conflitos ressurjam. Nusret também não está contente, pois deseja voltar a sua cidade. O único que parece compreendê-la é Murat, seu neto rebelde e introspectivo. Concha de Ouro e de Prata no Festival de San Sebastián de 2008.



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Festival do Rio

Essa semana começa a loucura do Festival do Rio. São mais de 300 filmes em quinze dias. Ainda não tenho uma lista dos filmes que quero ver, as informações saem sempre em cima da hora e é difícil fazer a seleção. A tentação desse ano fica por conta de Los Abrazos Rotos, de Almodóvar. Sei que entrará no circuito em breve, mas o cartaz do filme está um desbunde e Penélope Cruz é uma atriz que ganha um vulto enorme quando é dirigida por Almodóvar (aquele que faz cinema com paixão). Apesar de tentador, vou esperar e gastar meu dinheiro e tempo nos mais raros.

Como os filmes mais falados são aqueles que entrarão em cartaz em breve, as pérolas ficam escondidas e muitas vezes não conseguimos encontrá-las. Acaba sendo um tiro no escuro. Mas não posso reclamar, ano passado minha seleção – baseada na lista do Janot – foi boa. Alguns filmes entraram em cartaz, como Valsa com Bashir, um documentário espetacular que merece ser visto. No entanto, outros nunca ganhariam bilheteria: Na Cidade de Sylvia, que foi achincalhado pelo público durante o próprio festival, e Traquinagens, sobre o qual eu já escrevi aqui.

Teve um que eu não consegui ver e nunca entrou em cartaz: Aquiles e a Tartaruga, um filme japonês que foi uma pena eu ter perdido. Vocês, os Vivos entrou no circuito há uns meses e mesmo assim não consegui assistir ainda, esse também arrancou reclamações de muitos, mas minha irmã gostou e confio nela. Há também o entusiamante A Onda, que está em cartaz e pretendo ver essa semana, antes do festival começar.

A pérola que vi em 2008 foi Na Cidade de Sylvia, um filme que fiquei feliz em ver sozinha porque muitas pessoas não gostaram e eu adorei mergulhar nele. Foi inebriante e ainda pretendo escrever à respeito, mas como é feito de imagens, movimentos e silêncios, torna-se difícil explicar em palavras. Quem for voyer o suficiente pode ver um lindo trecho aqui.

Espero ter boa sorte esse ano também! Janot, help!!!!!